A Austrália baniu as lâmpadas incandescentes, a Europa começou a substituição gradual no ano passado e os Estados Unidos seguem o mesmo caminho.
Com tudo isso, os diodos emissores de luz (chamados de LED)vêm ganhando cada vez mais espaço.
A professora Joanna Rijkson aprovou a mudança em sua rua. Depois de ver o resultado, ficou motivada a trocar também as lâmpadas de casa. "Eu sempre me senti segura nesta região, mas antes muitas lâmpadas costumavam quebrar e agora todas estão funcionando bem. Acho que principalmente as cidades grandes deveriam adotar para evitar a violência", disse.
Bairro sustentável. Um projeto ligado Ă Fundação Clinton possibilitou a instalação de 75 luminárias de rua em 16 quilĂ´metros de ruas do condomĂnio sustentável na Cidade Universitária Pedra Branca, em Palhoça (SC). Segundo a Philips, responsável pela iluminação do local, o espaçamento entre postes aumentou de 15 para 20 metros, o que permitiu uma redução do nĂşmero de luminárias e a economia de 84% no consumo de energia.
Os fabricantes mundiais já conseguiram vencer um dos problemas do LED. Há alguns anos a luz era branco-azulada. Agora, já Ă© possĂvel fazer lâmpadas LED com a mesma "temperatura" da incandescente. "Para o mercado Ă© um momento muito positivo. Com a vantagem de que o LED nĂŁo contĂ©m mercĂşrio nem materiais a base de chumbo, cádmio, o que evita contaminação", diz o engenheiro Marcos Santos, da Osram do Brasil.
Ele explica, por exemplo, que uma lampLED (diodo emissor de luz em formato de lâmpada convencional) de 8 watts pode substituir uma lâmpada incandescente de 40 watts. "A lampLED dura aproximadamente 30 mil horas, enquanto a incandescente comum,1.000 horas."
Ao comparar com a lâmpada fluorescente compacta, a LED tambĂ©m tem vantagem. "As duas economizam energia. PorĂ©m, a lampLED dura de cinco a seis vezes mais." O custo, no entanto, ainda Ă© um empecilho - lâmpadas LED domĂ©sticas no Brasil custam entre R$ 100 e R$ 140. Os fabricantes ainda consideram difĂcil avaliar se e quando o preço da luz LED cairá para o consumidor. Com a ampliação do uso da tecnologia, o preço tende a cair. Mas as matĂ©rias-primas para fazer as luminárias, por exemplo, podem ficar mais caras.
Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101013/not_imp624019,0.php